Moda Criativa
30 abr 2018

Moda consciente: uma seleção de marcas únicas

Nos dias 23 a29 de abril aconteceu a FASHION REVOLUTION WEEK! Não lembra o que é esse movimento incrível? Tem matéria sobre ele [aqui] no blog. Conteúdo criativo de Marilia Pessini, colaboradora do blog!

A proposta principal é pelo menos uma semana por ano lembremos do valor da sustentabilidade nas marcas de roupa e sapatos por aí, pra que a gente possa aos poucos ir incorporando essa prática nos nossos garimpos maravilhosos e fashion de cada dia.

A premissa “compre menos, compre bem e faça durar” nos convida a escolher peças lindas, únicas, conscientes e duráveis, e que a gente enxerga o valor agregado da marca de cara! Dá gosto de comprar! Se você é como eu e adora ter peças exclusivas, gosta de ser única e se sentir maravilhosamente diferente, que nem sempre tá dentro das modinhas mas tem um brilho a mais nas produções fashion, vai amar essa seleção de marcas conscientes que eu selecionei pra gente. Eu mesma já comprei da maioria delas e recomendo de verdade!

Sigam-me as boas!

Fashion revolution: marca +ALMA – reunião de marcas do bem

+ ALMA https://www.maisalma.com/   @maisalmanoinsta

Como não começar por ela? Promovendo o #slowfashion, a +ALMA não é uma marca, é tão maior que isso! É uma plataforma colaborativa que conecta marcas éticas aos clientes, oferecendo aos consumidores produtos feitos sob os pilares do consumo consciente, ético e #crueltyfree. Uma seleção incrível de marcas e produções artesanais, autorais e inteiramente brasileiras. Valorização da cultura e da arte em todo o site que te permite conhecer o produtor da criação e a história que carrega. E vai de roupas e sapatos até produtos para decoração e acessórios.

O que você vai encontrar pelo site:

  • ADA – peças minimalistas para valorizar sua personalidade e estilo:
  • BRISA SLOW FASHION – usa tecidos naturais, orgânicos e reciclados, acompanha de perto  forma de plantio e tecelagem de seus fornecedores.
  • KASULO – Prioriza os tecidos reciclados da indústria têxtil e materiais naturas. A da foto é uma plataforma com macramê [trabalhado à mão] em algodão cru.
  • CRUA DESIGN – Cria peças minimalistas e versáteis com madeira de reuso.

Além das lojas do site existe um blog, o ALMAnaque, que elas descrevem com orgulho sobre um canal de informação com espaço aberto para debates sobre temas relacionados à essência da +ALMA, que englobam temas inspiradores como moda, sustentabilidade, veganismo, hábitos de consumo, feminismo entre mil outros assuntos interessantes. Veja no link!

Outras marcas autorais, muitas artesanais e todas cheias de amor

CAFUSA: bolsas de crochê em fio de malha ecológico e vegano <3

@cafusa.moda

HELEVE: a marca fabrica sapatos com matéria prima sem origem animal e são todos feitos à mão! Vá leve! “Heleve-se”!

@heleve.com.br

VOA: peças modernas e sustentáveis ligadas a um lifestyle principalmente ligado a natureza. O conceito da marca traz fluidez e leveza, e o botão de flor do símbolo remete ao processo natural e cíclico fundamental da VIDA! Não é legal? As roupas são leves e confortáveis, o que eu mais curto são as T-shirts.

@voagallery

VOCÊ SABIA?

E se juntasse um pouquinho de cada marca incrível pra fazer tudo uma roupa só? A Re-Roupa faz praticamente isso!

O Re-Roupa é uma proposta de criação de roupas novas transformando resíduos em matéria prima. Fins de rolo de tecido, retalhos e roupas com pequenos defeitos são transformados e aplicados na confecção de peças novinhas em folha! O Re-Roupa afirma acreditar na possibilidade de estender o ciclo de vida […faça durar] dessas roupas que já tiveram vida um dia e não teriam mais, usando processos criativos e inovadores como ferramenta. Isso tudo além de valorizar a mão de obra local e a capacitação de costureiras para esse processo criativo que é o transformador *upcycling*. O resultado é uma coleção mega descolada e desconstruída. Dá uma olhada também no insta! 

Peças da VOA e bolsa Cafusa

Só mais uma coisa antes de partir:

Eu sei que nem sempre a gente está disposto a fazer um investimento grande em peças de roupas. Em épocas de vacas magras é difícil e é natural fugirmos dos valores altos [apesar de ser realmente um investimento levando em conta que são peças que, bem cuidadas, vão durar!]. Acho que vale uma dica valiosa por aqui: pra quem defende que compra em lojas de varejo e fast fashion por falta de grana, ainda assim tem como escolher com mais consciência entre elas. A C&A é uma que eu sempre gosto de indicar pras amigas que usam esse argumento. Mesmo sendo uma loja de varejo é uma marca que defende ser pioneira no monitoramento de seus fornecedores subcontratados no Brasil. A empresa criou um sistema de auditoria e um código de conduta no fornecimento de mercadorias com o objetivo de impedir a continuação de qualquer tipo de mão de obra irregular e melhorar as condições de trabalho e das questões ambientais na cadeia de fornecimento.

É claro que eu prefiro te indicar marcas e produtos de produções menores, artesanais e\ou com mais alma na criação. Mas vale exaltar que existem empresas maiores que procuram se regularizar e se preocupar com esse tipo de questão [ainda que haja muito marketing envolvido].

Gostou? Conta mais sobre marcas conscientes que você também curte! Esse tipo de figurinha a gente tem que trocar!

Cola Visita
11 maio 2016

Rahyja Afrange e o estilo escandinavo

Barracuda como centro de mesa em um projeto do arquiteto Thiago Papadopoli.

Barracuda como centro de mesa em um projeto do arquiteto Thiago Papadopoli.

Lembra do design escandinavo aqui no blog? Hoje vamos voltar a esse estilo para apresentar as peças incríveis da Rahyja Afrange. Em mais uma #colavisita eu fui conhecer o escritório dessa criativa.

Arquiteta de formação, trabalha também com designs exclusivos de mobiliário e projetos de interiores. Rahyja Afrange cria peças para encantar a casa e os olhos de quem conhece seu trabalho. Vem conhecer!

Foto: revista Kaza

Foto: revista Kaza

Por onde andou?

Depois de se formar e trabalhar em escritórios de arquitetura, Rahyja tinha vontade de viajar e se especializar em algo que refletisse o que ela é. Foi então que viajou à Dinamarca para realizar um curso de Design de Mobiliário.

Inspirada, ao voltar para o Brasil montou seu próprio escritório. Sem largar os projetos de arquitetura, mas também trabalhando interiores e o design de mobiliário, onde as peças são criadas pensando na valorização de cada material em sua forma natural.

Poltrona e mesa-bandeja da linha SE7E com manta trançada a mão em lã de merino feita pela Littleland.

Poltrona e mesa-bandeja da linha SE7E com manta trançada a mão em lã de merino feita pela Littleland.

Estética, funcionalidade e simplicidade resumem a filosofia de seus projetos. “Viver bem, em ambientes encantadores” é o que propõe e proporciona a designer.

Sobre os materiais:

Convivendo e aprendendo os princípios do design escandinavo durante sua jornada, Rahyja trouxe design de peças que exploram a simplicidade e o natural que cada material traz.

Ainda na Dinamarca, criou a primeira peça da linha SE7E, a cadeira SE7E.

Ainda na Dinamarca, criou a primeira peça da linha SE7E, a cadeira SE7E.

Rahyja estuda formas e volumes de materiais comuns, mas com inúmeras funções e que permitam vida longa e duradoura às peças sem perder a leveza e o estilo que trazem ao ambiente. Seguindo a linguagem do simples, além da madeira, trabalha com materiais como a cortiça e o couro, e ainda o feltro.

feltro

Trabalhos em feltro

O feltro é um material industrial que fica, normalmente, escondido dentro de máquinas como o ar condicionado, por exemplo. O interessante é a forma como a designer traz um material tão escondido e inesperado para cima da mesa – literalmente.

Inspirados com a trajetória da arquiteta e designer Rahyja Afrange? Que tal criar um ambiente simples e funcional como propõe o estilo e a designer?

Moda Criativa
05 maio 2016

Fashion Revolution – #Euseiquemfezaminharoupa

Você já parou pra pensar de onde vem a sua roupa? Por que mãos ela passou, quem fez, como fez, quem criou…? Pois é… Pouca gente pensa. Mas é com base nesses questionamentos que o movimento Fashion Revolution quer chamar a atenção dos amantes e consumidores do mundo da moda.

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Tudo bem que a Fashion Revolution Week aconteceu na semana do dia 18 ao dia 24 de abril, mas nunca é tarde para atentar para um movimento tão importante e uma questão que precisa ser pensada por todos nós.

Fashion Revolution Day

Em 2013 aconteceu uma catástrofe em Bangladesh. Um prédio de oito andares que abrigava confecções desabou no dia 24 de abril. Muitos trabalhadores saíram feridos e muitos outros não saíram dessa. Mesmo com o aviso para livrarem o local por motivos de segurança, as empresas donas das confecções mandaram que continuasse o trabalho ali mesmo. Esse descuido e descaso resultaram na tragédia que foi.

O 24 de abril passou então a ser símbolo da Revolução da Moda (Fashion Revolution), com o objetivo de evitar mais acidentes como esse e também para evitar que tal acontecimento caia no esquecimento da mídia, das indústrias e de todos nós, os consumidores.

Who-made-my-clothes

O problema

Sem querer minimizar a responsabilidade do ritmo fast fashion (significa uma produção rápida e contínua com menor qualidade e preços mais acessíveis) das grandes empresas de varejo, mas, no mundo globalizado, se seguimos a cadeia de produção da moda e de responsabilidades, chegamos a nós. Dessa forma, querendo ou não, conscientes ou não, estamos todos envolvidos na tragédia de Bangladesh.

Nós, como consumidores, financiamos condições ambientais e sociais tanto de produção de tecido quanto das condições de trabalho de costureiros… E nem atentamos para isso! Nós desconhecemos o processo produtivo e somos condicionados ao consumismo exagerado.

O movimento

Nada mais justo então, que nós, consumidores, atentarmos para maior conscientização desse movimento de revolução no mundo da Moda. E é exatamente esse pensamento que o Fashion Revolution traz: sensibilizar e conscientizar a sociedade e a indústria textil e de moda quanto ao real valor e o impacto social e ambiental de todos os processos. Da matéria-prima ao consumo.

O movimento foi criado em Londres por duas designers e ativistas da moda sustentável (Carry Somers e Orsola de Castro) e hoje em dia já se espalhou por mais de 70 países.

A principal ação do movimento é através das mídias sociais: postando uma foto de si mesmo usando uma roupa que goste, porém vestida do avesso e com a etiqueta aparecendo, e o uso das hastags #quemfezminhasroupas , #fashrev , #whomademyclothes e também hashtags relativas à marca que está sendo questionada.

A solução

Parar de comprar, comprar só o essencial ou ainda cortar algumas marcas também podem ser atitudes de consumidores mais conscientes, mas isso por si só não soluciona o problema.

Complementar a isso – porque não adianta postar no facebook e só, né? – podemos sempre chamar nossa amiga criatividade para nos ajudar. Pode ser customizando, reciclando, pensando novas combinações, trocas, doações, garimpando peças em brechós e assim vamos…

"Compre menos, escolha bem, faça durar."

“Compre menos, escolha bem, faça durar.”

São atitudes criativas com um valor social altíssimo que andam junto com o pensamento de que não precisamos de maaaais roupas… E sim precisamos circular as que já existem.

Eu quero saber quem faz a minha roupa!

Além das dicas ali em cima, a próxima vez que for comprar uma roupa nova, procure produções alternativas, menores, que talvez a chance de você conhecer o processo produtivo e até o criador da marca/peça serão muito maiores – e melhores.

Dica

O app Moda Livre pode te ajudar a estudar as marcas e como elas acompanham, lidam e solucionam problemas relacionados à produção e à mão de obra das empresas.

O blog Um Ano Sem Zara mostra o dia a dia da fashionista e ex-consumista Joanna usando a criatividade e compartilhando várias combinações de looks com a mesma peça de roupa.

#ficaadica para você se sentir linda e mais consciente. O incrível do mundo da moda é a gente conseguir se vestir para nos sentirmos mais seguras e mais “nós mesmas”, não é? E isso não precisa parar de acontecer! Não se preocupe! Só que é legal a gente parar para pensar em tudo o que isso envolve e procurar outros meios de, além de nos sentirmos lindas, podermos ter a sensação de dever cumprido com a sociedade e meio ambiente.