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25 abr 2015

Tudo que evolui merece reflexão ♥

suculenta

Nem tudo precisa de pauta, de palavras-chave, de métricas, de releases, de busca por relevância, de organização e metas. Blogar e criar pode e deve ser algo orgânico e prazeroso. Qualquer conteúdo criativo nasce de uma paixão por um tema, surge da vontade de falar até a exaustão sobre um assunto… Porém, como tudo, ao se tornar profissional, começa a carregar mais regras e também seus pesos. Faz sentido para você?

E o que é que esse papo tem a ver com as imagens que marcaram pequenos prazeres dessa semana?

Cada um desses cliques e momentos me fez refletir um pouco sobre o crescimento da atividade compartilhar e blogar, o quanto ela toma meu dia a dia e como fui mudando a forma de ver e também como é vista por outros. Lá há seis atrás, qualquer assunto era tema para pauta (euforia em loja x, dica diária, passo a passo bobinho), qualquer clique virava despretensiosamente uma conversa online, um post completo. E com leveza e uma descontração de um ambiente onde blogs eram apenas diários, a gente trocava figurinhas com outros blogs vizinhos, facilmente fazia amizades (acho que as pessoas que mais tenho afinidade até hoje vieram daqui!) e ia vendo os conteúdos repercutindo e criando conexões.

O lado B da evolução online

Hoje, felizmente e, vibro demais por isso, é possível criar, gerar, produzir e compartilhar como um trabalho, e ser recompensada por isso seja ao desenvolver um freela, seja um trabalho constante ou um publipost… Porém, quanta mudança isso parece trazer no meio virtual, em nossa própria crítica e no despojamento dos temas! Clicar e compartilhar muitas vezes entra para um auto julgamento antes do “publicar”, o escrever já é bem mais pautado por regras para que o post seja amigo do “SEO” e a disputa de novos blogs pelo alcance do prestígio e parceria com marcas e audiência assusta.

imagens

E curiosamente, com esses pensamentos na cabeça e a busca por um equilíbrio para continuar criando e vivendo desse e nesse meio por prazer, uma caixinha chegou aqui em casa. O marido trouxe da portaria e só de ver desenhos feitos à mão na caixa de correio, já sabia de onde vinha. Era de uma recente amiga de blog, a Zilah, da marca Toda Coisinha e blog Das Coisinhas. Mocinha criativa e generosa que me ofereceu um kit fofo e com itens escolhidos por quem se importa e que, como eu, parece gostar de criar elos e relações do jeitinho que a gente adorava lá atrás, no início deste meio que é novo para todos, mas que já tem sua história.

O que me veio imediatamente à cabeça? A espontaneidade, a vontade de compartilhar por querer bem, por sentir prazer em contar e agradar e, acima de tudo, inspirar, continuam à tona! Talvez, não seja o mais corriqueiro de se ver, a gente tem que olhar com o olho apertado… Mas estão por aí e não ando sozinha na busca desta continuidade.

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E o que mais? Se a gente olhar da mesma forma, com vontade de enxergar o lado otimista, e desejar traçar um caminho criativo, e com prazer, e ainda assim de forma profissional, é completamente possível. Se olhar ao redor por vezes nos inibe e nos faz manter a mesma linha para que seja considerada competitiva… Por que não caminhar desenvolvendo seu próprio estilo e instintos? Temos é que dar a nós mesmas audiência.

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Metas, pesquisas, usuários únicos, mídia kit, números, palavras-chave, SEO… Cada vez mais esses termos se misturam ao criar em um blog. Por outro lado, com cada imagem dessas, que são simples “epifanias”, como costumava me referir no início ao ter a vontade de compartilhar algo que eu gostei e julguei que deveria virar post, me veio um novo clique: a importância essencial de seguir nossa autenticidade. Sou a maior defensora dessa qualidade, mas também me vejo fisgada pela overdose de cobranças e velocidade da web. E quer saber? É demais notar como tudo flui e tem ainda mais retorno quando respeitamos nosso instinto e personalidade.

Desabafo pra quê, minha gente? 

Digamos que sinto um grande alívio de ser minha própria editora e de ter escolhido criar e escrever e produzir de acordo com minhas pautas e planejamento, mas somos todos guiados pelo mercado e influenciados por tudo que nos rodeia. Por isso, e mergulhada nas redes muito mais horas que talvez deveria, senti que precisava desta reflexão. E como faz bem chegar a conclusões! Não sei se tudo terá sua correspondência com cada uma de vocês, mas ao longo desses seis anos de blog, aprendi a conversar comigo mesma usando posts, coisa de quem organiza os pensamentos por títulos, fotos e categorias. Apertar o publicar é fundamental e até mesmo uma reflexão só minha vira metalinguística.

Cansei e te confundi? Desculpe. Pula pro próximo post que a criatividade a mil e com todo empenho do mundo continua! Quer um resumo? Seguir nossa personalidade é a principal métrica.♥ Ah, e as amizades, as verdadeiras e lindas, elas só crescem! E, falando nisso, pra quem chegou até aqui, obrigada pela companhia.

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