Nova fase começa hoje para essa Ma Cola Stump que lhes escreve! Inauguro nesta segunda-feira meu brand new home office ou, se preferirem, meu escritório em casa!
Se me acompanham há alguns anos, devem saber que já trabalho como autônoma há algum tempo e desde então já pulei por alguns escritórios (todos já ganharam post por aqui um dia). Me formei em publicidade e também em design gráfico agora há seis anos e desde lá passei por três espaços comerciais alugados com o sócio (e agora só marido, rs) e só por um ano e meio me juntei a uma equipe em uma assessoria de comunicação. Ter meu canto e meus clientes de forma autoral sempre foi minha praia e adoro poder manter este tipo de trabalho: à distância, porém intenso e produtivo. Dá para aliar diferentes funções e dá para ter uma qualidade de vida gostosa e… Criativa! Coisa que está no topo da minha listinha.
Agora, nesta fase que estou, já fazia mais de nove meses que trabalhava by myself mas em casa, e… Na mesa de jantar. Coisa que não indico muito, mas que era o possível no apê que estávamos. Depois da mudança para o novo lar, com um quarto extra e uma viagem cheia de inspiração no caminho, foi a deixa para pegar minhas cola-inspirações e companheiros de trabalho e montar meu verdadeiro espaço de trabalho! Agora sim. Minha mesa o dia todinho (e à noite também se for necessário), com silêncio para usar o fone para calls, possibilidade de ouvir minhas trilhas sonoras e ter tudo o que me faz ser produtiva a minha volta.
Quer dar um giro pela nova bancada? Depois, vão algumas dicas da experiência que fui adquirindo. ;)
Anda com vontade de ter seu próprio home office? Vão meus humildes conselhos para o espaço depois destes aninhos:
_iluminação: para mim, o mais importante – mantenha uma iluminação indireta na mesa para que assim que o sol começar a baixar, a inspiração não ir embora com ele. Eu necessito de luz por perto e costumo ficar com ela sempre acesa e próxima do lap. É tipo minha colega de trabalho.
_silêncio: trabalho alone e adoro ouvir meus próprios pensamentos e conversas virtuais – tenha o cuidado de escolher um ambiente sem latidos (Shoyu dá seus shows, mas leva bronca), miados ou muito trânsito. O rendimento parece ser inversamente proporcional aos decibéis. Vai por mim. Gosto de ouvir música, mas só durante pesquisas, manutenção de páginas ou coisas lights. Escrever textos ou posts com som, para mim, só aumenta minha dislexia, rs.
_quitutes longe da mesa – nunca alimentei o costume de trazer comidinhas para o ambiente de trabalho, por mais que seja em casa. Bebida, só água (sempre) ou xícara café (quase sempre). Prezo pela ausência de baratas, grudes no teclado e acho que o momento é fundamental para a paradinha e passeio pela casa ou café mais próximo.
_itens essenciais: não tenho um computador do tipo desktop faz tempo e é útil no meu caso que trabalha em casa e às vezes alocada ou remotamente, as coisas ficam sempre salvas no mesmo lugar e ajuda. Mas se tiver o hábito de usar pastas compartilhadas em dropbox ou googledocs, também vale um pc fixo. :) Gosto de ficar com a agenda do ladinho mesmo não olhando todos os dias e para essa pessoa feita de cores, não produzo onde não tenham objetos de décor e artes em volta. Mas cuidado com o exagero, eu mesma, vivo retirando algumas coisas de cena por mais que seja acumuladora. Um pouco de espaço é bom para pensar. hehe
_o tempo: se está na fase inicial de home office, talvez ache estranho ficar em casa ou sem muita conversa all day long. Mas pode aguardar pelo dia em que mal vai perceber que não saiu de casa. Por aqui, encontro o marido para o almoço e café e só nestas horas nos vemos e papeamos. De resto, é normal e gostoso dividir o dia entre as funções e bolar sua própria rotina. Lembrar de começar o período em horários que todo mundo está no batente é bem legal também e faz bem para os negócios. rs
E aí, as frases abaixo fazem todo sentido e a vida home office segue feliz e contente! Com o novo ambiente!
Leitoras-amigas de todos os dias, prometo que é uma das últimas vezes que venho compartilhar textos de outras bandas, tá? Mas é que tem textos e pesquisas que me envolvo tanto que não tem como não trazer pra cá e puxar o assunto! Coisa de tagarela que adora falar sobre os temas favoritos com as amigas. Ok, deve ser inevitável, então desisto de prometer…
O post da vez para o e-commerce me fez ir atrás de toda a mudança em nosso mundo craft nos últimos anos e isso foi muito legal! Legal porque me vi fazendo parte desse período com os compartilhamentos e paixonites do cola, pelo movimento todo que foi surgindo na web, pelas amizades que fiz e faço e até o rumo que fui escolhendo tomar. Todo esse dia a dia aqui do cola é fruto dessas transformações tão bem-vindas!
Corre lá se você também curte acompanhar a vivência do craft suas mudanças de público, estilo, personagens e aplicações! Espero que curtam tanto quanto foi bacana produzir. Beijos e até amanhã! :)
Viver com o pensamento nos minutos, horas, prazos está para minha cabecinha como torrada com manteiga está para meus cafés da manhã. Ou seja, sou uma pessoa que não sabe se desligar dessa ferramenta criada pelo homem para se organizar…Ou se desorganizar? Tenho pensado que por vezes o tempo estaria mais ao meu favor se não estivesse lá sendo precisado a todo instante por ponteiros ou dia na agenda. Por que, né? Nem sempre a criação ou disposição estão ali juntinhas com os segundos para atingir as metas determinadas no relógio.
Está aí pensando “bebeu pouco café hoje, Marcela?” ou “faltou um chocolatinho no meio da tarde”? Que papo é esse? rs Explico-me: corro para dar conta dos afazeres durante o tempo chamado de “útil” ou “comercial” que criamos em nossas rotinas semanais. Mas nem sempre a inspiração faz parte dessas horas, sabe? Ou, muuuuitas vezes… Extrapolam esses períodos. Aí, se jogarmos o tempo do relógio pra fora do pensamento, ele seria o mesmo vilão ou delimitador de espaços e situações?
Pensei nessas questões durante essa semaninha cheia de tarefas e vontade de incluir outras… E aí, tomei conhecimento dessa obra da tricoteira norueguesa Siren Elise Wilhemsen e me peguei divagando sobre outras formas de mensurar a passagem dos dias e noites… Olha só que interessante: o reloginho tricoteiro completa dois metros de cachecol ao final de 365 dias. O ano tem dimensão e comprimento! E os segundos, minutos também! A passagem do tempo é traduzida em novos pontos e por aí, vai se formando a trama.
Não é muito legal? Mas olha, se já acho uma pressãozinha olhar para o tic tac do relógio, imagine ver a peça tomando forma na parede? Ui! De todo jeito, achei a reflexão (tirando a minha ansiedade), genial! Pra saber mais, tem um video aqui.
Já eu fico aqui pensando que meus dias e horas se tornam sólidos nos projetos, textos ou criações que sou capaz de gerar. Não devo ser a única, né? :)
O pensamento veio, não à toa talvez, quando passava em frente a um enorme e lindo e superatrativo painel na estação de metrô em Ipiranga. Tinha acabado de subir com passos rápidos vários lances de escadas rolantes que nunca tinha passado na vida, em um bairro que mal tinha notado na minha cidade natal e bem diferente do que havia estado no dia anterior e mais ainda do que estive hoje.
Resolvi parar e levantar a cabeça por uns instantes pra olhar o painel. Aí que na frente da gigante e populosa cena, matutei o quanto a nossa própria rotina pode ser diferente diariamente, se a gente assim o quiser e fizer pequenos gestos para mudá-la. E o quanto tenho associado isso à valiosa independência… Porque pense bem, mesmo não podendo estar em um bairro diferente ou em um papel diferente a cada dia, o que ainda acho que somos nós mesmos que escolhemos, você pode sim fazer das suas tarefas ou compromissos ou missões mais criativas, enriquecedoras, ou que parecem significar, para mim, independentes ou longe de serem tediosas. Já pensou nisso? Sinto cada vez mais o quanto um dia a dia múltiplo, em que temos (e nos forçamos para ter) certa mobilidade para desenhar as criações e produções das suas horas e movimentos, torna-se mais proveitoso. Dar-se um tempo para olhar pra cima e ver algo diferente, repensar uma tarefa, trocar o período de trabalho, produzir em um lugar novo, possibilitar novos encontros, experimentar outras situações: tudo isso soa a novas oportunidades.
Peguei outro lance de escada cheio de gente e entrei no metrô com destino ao meu bairro, para uma segunda etapa que o dia ainda prometia, toda satisfeita por começar a enxergar de maneira nova o meu sentido para independência. Com mais movimento e novidades. Será que também faz efeito para os seus dias e seus processos criativos? :) A receitinha sempre funciona: Bote uma pitada de autonomia e tempere com coragem e liberdade a gosto! Ah, e não reserve… Já coloque à mesa ou… Em prática! Créditos craft: Painel criado em 2007 para a estação Alto de Ipiranga pelos artistas William Duncan, Alex Resende e Ilka Lemos. Link para o processo criativo aqui.